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Dólar acompanha dia anterior e opera perto da estabilidade

Na quarta, moeda norte-americana fechou em alta de 0,3%, a R$ 2,349. Investidores acreditam que EUA vão elevar juros antes do esperado.

Quinta-feira, 20 de Março

O dólar opera perto da estabilidade nesta quinta-feira (20), acompanhando o dia anterior. Perto das 11h40, a moeda norte-americana tinha variação negativa de 0,24%, para R$ 2,3434 para a venda. Veja cotação Nesta quinta, dados mais fortes do que o esperado sobre a economia norte-americana alimentam o apetite por risco dos investidores, mas ainda em meio à cautela diante da possibildade de alta dos juros nos Estados Unidos já no próximo ano. "Os dados dos EUA vieram positivos e trouxeram um pouco de bom humor. Acabaram ajudando o real", afirmou um operador de câmbio de um banco nacional, à Reuters. O índice do Fed da Filafélfia subiu 9% em março, ante expectativas de crescimento de 3,8%, segundo pesquisa da Reuters. Da mesma forma, os indicadores antecedentes dos EUA mostraram avanço de 0,5% em fevereiro, acima de estimativas de 0,2%. Mas a cautela ainda imperava no mercado, após o Federal Reserve, banco central dos EUA, sinalizar na véspera que pode elevar as taxas de juros já em 2015. "Ainda estamos na ressaca da Yellen", disse à Reuters osuperintendente de câmbio da corretora Advanced, Reginaldo Siaca. Ele referia-se às considerações da véspera da chair do Fed, Janet Yellen, quando indicou que pode começar a elevar a taxa de juros em torno de seis meses depois de encerrar o programa de compra mensal de títulos. Desde dezembro, o banco central anunciou três cortes de US$ 10 bilhões no estímulo. O mercado reagiu imediatamente às declarações, entendendo que o aumento nos juros pode vir mais cedo do que se esperava, atraindo recursos atualmente aplicados em economias emergentes de volta para a maior economia do mundo. Segundo pesquisa Reuters com economistas de Wall Street, no entanto, não começará a elevar as taxas de juros dos Estados Unidos até o segundos emestre de 2015. No Brasil, a constante atuação do Banco Central brasileiro ajudava a conter as oscilações do câmbio. Nesta sessão, deu continuidade às intervenções diárias vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Foram 1 mil contratos para 1º de outubro e 3 mil para1º de dezembro deste ano, com volume equivalente a US$ 198,0 milhões. Além disso, fará mais um leilão para rolar os contratos que vencem em 1º de abril, com oferta de até 10 mil swaps para 2 de janeiro e 2 de março de 2015. Até agora, o BC já rolou cerca de 40% dos contratos a vencer, que correspondem a US$ 10,148 bilhões. Na quarta-feira (19) a moeda teve leve queda, acompanhando a piora do humor nos mercados internacionais após a divulgação da ata do BC dos EUA, que decidiu reduzir os estímulos à economia e deu indicações de que pode subir os juros antes do esperado pelo mercado (a instituição abandonou nesta quarta a promessa de manter a taxa atual até "bem depois" de a taxa de desemprego cair abaixo de 6,5%). A moeda norte-americana fechou em queda de 0,3%, a R$ 2,349. Com a melhora da economia norte-americana, o Fed decidiu reduzir em mais US$ 10 bilhões o estímulo, para US$ 55 bilhões. O documento, no entanto, dá indicações de que o banco central dos Estados Unidos pode elevar as taxas de juros mais cedo do que se esperava – o que tende a reduzir os investimentos em países emergentes como o Brasil.

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